José Nuno Ferreira da Silva

 

José Nuno Ferreira da Silva é padre da diocese do Porto desde 1989. Foi Capelão do Hospital de S. João desde 1998, tendo integrado a Comissão de Ética e a de Humanização. Foi coordenador da pastoral da saúde na diocese do Porto desde 2004 e a partir de 2007, assistente do secretariado diocesano da pastoral da saúde. Estudou bioética na Faculdade de Teologia da UCP, onde concluiu o mestrado com uma dissertação sobre a transferência da morte para hospital, em 2004. Já doutorando no Instituto de Bioética da UCP, aprofundando o mesmo tema, frequentou, em Roma, ao longo de dois anos, no Instituto de Teologia e Pastoral da Saúde, o master em pastoral da saúde. Na Faculdade de Medicina da UP fez uma pós-graduação em antropologia médica. Doutorou-se em Bioética em Janeiro de 2012, com a dissertação: A Morte e o Morrer entre o Deslugar e o lugar – Precedência da Antropologia para uma Ética da Hospitalidade e Cuidados Paliativos. Desde 2002 A 2012 foi coordenador nacional das capelanias hospitalares e membro da Comissão Nacional de Pastoral da Saúde. Integrou o comité da Rede Europeia de Capelanias Hospitalares e é responsável pela criação, em Portugal, do Grupo de Trabalho inter-religioso Religiões/Saúde. Integrou a Comissão de Ética do Instituto Nacional de Saúde Pública Ricardo Jorge e leccionou em diversas Escolas Superiores de Saúde, nas áreas da Antropologia, da Ética e da Espiritualidade da Saúde. É professor de Antropologia Médica na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e de Pastoral da Saúde no Seminário Maior do Porto. Em 2012, fez um Estágio de três meses na Comunidade l’Arche de Trosly Breuil, em França, onde regressa com frequência, porque se tornou amigo e igual de uma pessoa de quem cuidou, o Christophe, autista, com trissomia 21 e vários outros limites físicos e psíquicos, dependente em tudo como um bebé da sua mãe, que não pronuncia uma palavra, mas ensina tudo sobre a vida. L’Arche é um movimento nascido em 1964, por iniciativa de Jean Vanier, que assenta em comunidades constituídas por vários lares de dimensão familiar em que vivem juntos pessoas com deficiência mental e voluntários que as acompanham. Este movimento está já presente em mais de meia centena de países, com comunidades pertencentes a diversas religiões. Em Outubro de 2016 foi chamado para o Santuário de Fátima, onde agora vive e trabalha.